Bruna Cunha Medeiros

Psicóloga Junguiana & Artista
Psicologia e expressão como caminhos para compreender quem somos.
Quem eu sou?
Bom, essa pergunta sempre me atravessa.
Porque, definitivamente, quanto mais me conheço, menos consigo me definir.
Sou mulher, psicóloga, artista e tantas outras faces que não cabem facilmente em uma apresentação profissional.
Já fui e ainda sou tantas. Já morei em lugares diferentes, dentro e fora de mim.
E foi justamente nesse movimento de experimentar diferentes versões de mim mesma que encontrei na Psicologia de Jung uma forma de compreender aquilo que, há muito tempo, eu já intuía sobre a vida: somos feitos de muitas camadas, e nem tudo aquilo que somos aparece de imediato.
Sempre existiu em mim um desejo profundo de autenticidade. De conhecer cada pedacinho do meu ser.
Talvez não seja por acaso que eu tenha feito teatro por tantos anos. No palco, eu podia dar vida às muitas possibilidades que existiam dentro de mim. Experimentar personagens, histórias, sentimentos, modos de existir.
Hoje, ainda faço isso. Mas de outra maneira.
Gosto de conhecer minhas máscaras para compreender por que elas existem. E, quanto mais as conheço, mais me aproximo de quem eu sou.
E foi esse trabalho, que começou como uma investigação sobre mim mesma, que acabou se tornando também a forma como escolhi estar no mundo e acompanhar outras pessoas em seus próprios processos de descoberta.
Como trabalho?
Meu trabalho parte da escuta e da investigação da experiência de cada pessoa.
Na perspectiva junguiana, aquilo que vivemos pode ser observado por diferentes camadas: pensamentos, emoções, comportamentos, sonhos, imagens, símbolos e conflitos internos.
Essas dimensões podem encontrar diferentes formas de expressão e elaboração, seja através da psicoterapia individual, seja através de processos criativos em grupo, nos quais corpo, imaginação e expressão também podem participar da investigação.
Meu primeiro filho. Um projeto que tenho orgulho de ter criado na raça. 😂
Na época, nem existia ChatGPT para me ajudar. Fui eu, meu repertório e muita leitura sobre anima e animus, os opostos complementares que habitam a nossa psique.
Talvez um conto de fadas não precise começar quando alguém chega para nos salvar ou quando encontramos o amor da nossa vida.
Talvez ele também possa ser vivido na relação que construímos com nós mesmas.